A cidade de Anamã, com 11 mil habitantes e localizada a 129 quilômetros da capital, é atingida praticamente todos os anos pelas enchentes e vazantes.  Na cheia o que é cultivado se perde. Na seca animais como Jacaré, cobras e arraias, praticamente invadem a cidade. Atualmente o município  encontra-se em situação de emergência e por isso a parceria com a Sepror é de grande importância.O protocolo para a ajuda emergencial foi feito na sede da secretaria em Manaus. O prefeito, conhecido como Raimundo Chicó, também empresário da aquicultura, veio pessoalmente ao encontro do Secretário de Produção Dedei Lobo. A Mandioca e seus subprodutos são fonte importante de renda do município, mas também a aquicultura. “É uma cidade com suas particularidades que nos oferece a chance de aprendizado todos os anos. Vamos mais uma vez abraçar esses irmãos e buscar maneiras ajuda-los a retomar as atividades após essa situação de emergência”,  garante Dedei. Com experiência na comercialização do pirarucu de manejo, Raimundo Chicó trouxe ainda à Sepror a sugestão de ação, para que a secretaria de forma institucional colabore com a utilização de alguns patrimônios do estado. Especificamente as indústriae salga de peixe dos municípios de Fonte Boa e Maraã, instaladas a menos de 10 anos e que por falta de atividade estão ameaçadas de sucateamento. A idéia é retomar as atividades fins desses empreendimentos para salgar o pirarucu, com demanda já garantida dentro do próprio estado do Amazonas e posteriormente, com as devidas autorizações(selos sanitários), a exportação. “É uma indústria poderosa que ainda não conseguimos utilizar em todo o seu potencial. Só do Mamirauá, anualmente, são pescados mais de 30 mil pirarucus adultos, uma quantidade considerável de carne e pele que podem gerar riqueza aqui. Acho possível sim”, afirmou Dedei Lobo. “Vamos levar essa possibilidade ao Governador David Almeida”, garantiu. Entre os maiores compradores dos peixes produzidos no Amazonas está a Seduc - Secretaria Estadual de Educação, que abastece praticamente todas as unidades da capital e interior. A Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá  é a maior reserva florestal do Brasil e foi criada oficialmente em 1996, para a proteção da Várzea Amazônica  e onde a espécie  Pirarucu é manejada com êxito há mais de duas décadas.