Governo do Amazonas comanda ações de ordenamento e fiscalização da pesca do mapará

Trabalho alia a importância da geração de renda e o respeito à natureza em área composta com dezenas de lagos

 

A pesca do mapará, em Careiro da Várzea (a 25 quilômetros de Manaus), conta com ações de ordenamento pesqueiro e fiscalização, aliando a importância da geração de renda para a população e o respeito à natureza. O trabalho é realizado pelo Governo do Amazonas, por meio das Secretarias de Estado de Produção Rural (Sepror) e de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Sema).

 

Com o fim do período do defeso, a pesca do peixe retornou nesta quinta-feira (16/03) no Lago do Rei. Uma das preocupações é não causar prejuízos ambientais no complexo formado por mais de 68 lagos de várzea.

 

Somente embarcações certificadas pela prefeitura do Careiro da Várzea podem participar da atividade. A Polícia Militar auxilia na segurança dos barcos que compram o pescado e ajuda a garantir que apenas pescadores cadastrados e regularizados possam atuar.

 

“A gente tem um acordo de convivência para poder fazer a regulamentação e a regulação dessas agendas, mas o mais importante é que a partir dessa organização e apoio do Governo do Estado na fiscalização, diminuiu muito o impacto de barcos que vêm de fora fazer a apreensão do estoque do lago. Com esse ordenamento, hoje a maioria do estoque fica para as comunidades, gerando emprego e renda e preservando o estoque de pesca também”, explicou o secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Eduardo Taveira.

 

Durante o período do defeso, os pescadores participaram de reuniões de instrução com engenheiros de pesca do Departamento de Pesca e Aquicultura da Sepror. Nos encontros foram repassadas orientações sobre os equipamentos a serem utilizados e a forma adequada de pescar, sem gerar prejuízos ao meio ambiente.

 

“Há muito tempo a gente acompanha essa pesca, mas nos últimos anos estamos mais próximos deles. Essa pesca é diferenciada porque representa sustentabilidade. E esse peixe gera bastante renda, ele é valorizado fora do nosso estado. Então, a comunidade ribeirinha aproveita todos os recursos disponíveis para se sustentar”, explicou o secretário-executivo, em exercício, de Pesca e Aquicultura da Sepror, Márcio Pinheiro.

 

Durante três dias de pesca, são mais de 950 pescadores cadastrados inicialmente divididos em 450 canoas. O evento de abertura é tradicional e muito esperado por quem vive da pesca. O faturamento esperado é superior a R$ 1,6 milhão até sábado (18/03).

 

Em 2022, a produção foi de 222 toneladas de pescado, levando os pescadores a faturarem mais de R$ 1,3 milhão.

 

“É importante tanto o ganho que a gente tem como é também quase um lazer. A gente gosta do que faz. Aqui só pode pescar o pessoal da região mesmo. Eu acho legal a organização para conseguir essa renda”, afirmou um dos pescadores da região, Waldemir de Souza.

 

Período de defeso

 

O período de defeso do mapará vai de 15 de novembro a 15 de março. Nesses quatro meses, é proibida a pesca do peixe por ser considerado o período de reprodução da espécie.

 

Para coibir a pesca predatória, os pescadores regularmente registrados recebem o seguro defeso, um pagamento para não realizarem a pesca das espécies protegidas por instrumentos jurídicos específicos, com o intuito de assegurar o sucesso do período reprodutivo das espécies.

 

FOTOS: Emerson Martins/Sepror e Lucas Silva/Sepror