O maior produtor de cacau do Brasil desde 2016, o estado do Pará é o 8º maior polo produtor do mundo, tendo arrecadado no ano passado R$ 800 milhões.  Toda a experiência de produção e novas tecnologias para produção da fruta no Amazonas devem ser compartilhadas a partir de uma parceria, que começou a ser construída nesta quarta-feira, 29, na sede da Secretaria de Produção Rural do Amazonas (Sepror), entre o órgão amazonense e a Superintendência Regional de Desenvolvimento da Lavoura Cacaueira no Estados do Pará e Amazonas (Supam), ligada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Na reunião, diversos assuntos ligados à indústria cacaueira foram abordados, como as possibilidades de incremento da produção do cacau amazonense (50 mil hectares nativos) e o apelo comercial que o cacau produzido na Amazônia tem no mundo. Diversos estudos já foram realizados sobre o cacau. Em 2012 um plano de gestão estratégica foi elaborado e tem validade até 2022. O Amazonas pode se integrar ao que está em execução no estado vizinho, se apresentando como parceiro não apenas na produção, mas no beneficiamento do cacau e no desenvolvimento de novas tecnologias. De acordo com o Superintendente Regional da Supam, um quilo de cacau nativo da Amazônia, considerado orgânico, foi comercializado na Europa, no mês de novembro, no valor de R$ 26,00 (vinte e seis reais), enquanto que o preço médio do cacau produzido em larga escala varia entre R$ 6,00(seis reais) e R$ 7,00(sete reais). ”É uma possibilidade fantástica que o cacau representa economicamente para o Amazonas. Iremos levar essas informações ao governador e temos a convicção que o cacau ganhará a devida atenção no setor primário do Amazonas”, afirmou José Aparecido dos Santos, secretário do Sepror. Potencialidades No Amazonas já existe um campo experimental, administrado pela Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), onde já foi feita a comprovação da potencialidade local para a produção manejada de cacau. A Ceplac já atua em 12 municípios amazonense. “Como Pará e Amazonas estão na mesma região, a produção por hectare deverá ser aproximada, respeitadas as devidas proporções nesse início de trabalho. Se fechada a parceria deveremos apresentar ao Amazonas mais uma promissora alternativa econômica no setor primário”, concluiu Geraldo Anísio, gerente regional da Ceplac. Além das terras firmes, o Amazonas apresentar potencial para a produção nas áreas de várzea alta quanto a várzea baixa. A boa notícia é que o calor do Amazonas aumenta as defesas da lavoura cacaueira contra algumas doenças, o que se caracteriza em mais um ponto positivo para o cacau aqui. Todas essas possibilidades devem ser mostradas na 5ª exposição do Cacau da Região Amazônica, a ser realizada em Setembro (anos pares), na cidade de Belém (PA) e no Salão Internacional do Cacau, realizado em 2017 na França. “Estamos muito alegres com essa proposta de cooperação técnica e vamos nos esforçar para a Sepror participar, trazendo para nossos agricultores e pro Amazonas, mais uma oportunidade de desenvolvimento”, finalizou Aparecido.