Tem início no dia 1º de novembro, em 21 municípios amazonenses, a segunda etapa da campanha “Amazonas Sem Aftosa”. As expectativas apontam para a imunização de pelo menos 500 mil animais, bois e búfalos, até o dia 30 de novembro. A ação, de responsabilidade da Secretaria de Produção do Amazonas (Sepror) é coordenada pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Amazonas (Adaf) e apoio do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário Florestal e Sustentável (IDAM). “Após 60 anos de trabalho, o Amazonas chegou ao patamar ‘livre de aftosa’. Isso aumenta a nossa responsabilidade. Nossa enquanto gestores e também enquanto amazonenses. Precisamos praticar o Amor à Causa Pública, lema do Governo Amazonino Mendes. O Brasil inteiro está de olho em nossa saúde animal”, diz o secretário da Sepror, José Aparecido dos Santos.

No mês de agosto, de passagem pelo Amazonas, o diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Guilherme Marques, apresentou o atual panorama do Amazonas no cenário nacional como Estado livre da Febre Aftosa com vacinação e o impacto positivo que essa condição gera à economia brasileira. “Se o Brasil, que é o maior produtor mundial de proteína animal não estiver totalmente livre da aftosa, não consegue livre comercio em muito mercados internacionais. Para isso, só falta Amazonas e Amapá, que já obtiveram essa indicação, mas a confirmação de erradicação será feita somente em maio, no congresso mundial, na França, se fizermos o nossos deveres de casa, ainda precisamos trabalhar muito e contamos com o envolvimento de todos os pecuaristas do Amazonas”, convoca Aparecido.

O Amazonas está livre com vacinação. A meta é que até 2020 o Amazonas consiga o reconhecimento internacional de área livre de aftosa, sem vacinação. A meta é aumentar o índice vacinal, obtido na da primeira etapa, que obteve chegou a 97% de vacinação dos animais dos 21 municípios, num total 579.941 animais. A vacinação do rebanho é obrigatória e deve ser aplicada em bovinos e bubalinos de todas as idades.

Os 21 municípios inclusos na 2ª etapa da campanha de vacinação são: Apuí, Barcelos, Canutama, Carauari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, Guajará, Boca do Acre, São Gabriel da Cachoeira e Tapauá. Todo o rebanho de bovinos e bubalinos deverá ser imunizado. Quem não vacinar e não notificar estará passível às penalidades. “É melhor que todos participem da campanha de vacinação para que não fiquem impedidos de retirar Guia de Trânsito Animal (GTA), de participar de eventos agropecuários, de comercializar o que produz, além de multas que podem ser aplicadas”, esclarece José Aparecido.

No Amazonas, o preço médio da dose de vacina oscila entre R$ 1,80 e R$ 2,20. Aa multa é de R$ 40 por cabeça de gado não imunizado, além de R$ 300 por propriedade e pagamento dos custos de deslocamento para a equipe da Adaf realizar a vacinação, de acordo com a Lei nº 2.923, de 27/10/2004; e Decreto nº 25.583, de 28/12/2005.

O Amazonas possui um rebanho total de 1.035.977, com índice de vacinação de 96% no primeiro semestre de 2017. Atualmente, segundo dados da Adaf, são 17.374 produtores. Os maiores rebanhos estão localizados nos municípios de Boca do Acre, Apuí e Distrito de Santo Antônio de Matupi, em Manicoré. Estima-se que a pecuária represente 2,5% do PIB do Estado, numa parcela de 8% de todo o setor primário.

1º maior rebanho: Boca do Acre: 357.161 (bovinos), 274 (bubalinos) = 357.792 (total).
2º maior rebanho: Apuí: 138.873 (bovinos) e 166 (bubalinos) = 139.0393 (total).
3º maior rebanho: Manicoré: 108.520 (bovinos) e 163 (bubalinos) = 103.880 (total).