CASTANHA

ATER NA CADEIA DE VALOR DA CASTANHA

A atividade extrativista na Amazônia tem sido realizada pelo homem há séculos, desde a era pré-colombiana, mais precisamente por grupos silvícolas que habitavam a floresta amazônica.

Após as navegações de Francisco Orelhana e Pizzaro pela Amazônia, descobriram diversos produtos nativos que chamaram a atenção de diversos países europeus, as quais receberam o nome de drogas do sertão. Dentre estas drogas, a castanha do Brasil foi uma das mais apreciadas e demandadas para suprir o desejo de um novo mercado que surgia.

Com o passar dos anos, as demandas pelo produto aumentaram de forma significativa, fazendo com que houvesse necessidade de se ampliar a produção. Além disso, as exigências sanitárias para produtos de gêneros alimentícios intensificaram-se, demandando novas formas de manipulação da castanha para atender estas novas exigências.

Por se tratar de uma atividade importante do ponto de vista econômico, social e, em alguns casos, nutricional para as famílias da região amazônica e que possuem o extrativismo como um dos pilares de suas atividades para sua subsistência, começaram a surgir politicas voltadas para a exploração de recursos florestais não madeireiros, com o intuito de beneficiar estas famílias.

Dentre estas ações, o Governo do Estado do Amazonas, através do decreto nº 23.295, de 28 de março de 2003 e da lei nº 2.783 de 31 de janeiro do mesmo ano, instituiu a Agência de Florestas e Negócios Sustentáveis do Amazonas (AFLORAM), autarquia vinculada a Secretaria do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SDS) que, através do Departamento de Produtos Florestais Não Madeireiros (DPNM), tinham como objetivo promover a dinamização das cadeias de valor florestais bem como coordenar e gerenciar ações que promovessem o desenvolvimento e a comercialização destes produtos.

Após quatro anos de atividades, a AFLORAM foi extinta e suas atribuições foram incorporadas pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (IDAM), como Diretoria de Assistência Técnica e Extensão Florestal (DITEF), do Departamento de Assistência Técnica e Extensão Florestal (DATEF) e da Gerência de Apoio a Produção Não Madeireira (GPNM), com o intuito de ampliar sua capilaridade, passando desempenhar atividades em mais municípios do Estado e alterando o nome da instituição para Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas, preservando sua sigla.

Estas ações voltadas para o setor florestal, contribuíram de forma significativa para o resgate e ampliação da produção não madeireira, principalmente da castanha do Brasil que, hoje, possui maior visibilidade e importância para os extrativistas.

.

ATUAÇÃO

Atualmente, a produção de castanhas se desenvolve com maior expressão em 19 municípios do Estado, dentre os quais, seis possuem usinas de beneficiamento, onde o produto recebe os primeiros tratamentos para atendimento as exigências crescentes dos mercados (tabela 1), comercializando castanhas desidratadas e embaladas a vácuo.

Nestes municípios, são desenvolvidos diversos tipos de trabalhos pelo DATEF/GPNM com o intuito de capacitar os agricultores familiares no desenvolvimento e aprimoramento de suas atividades como cursos, palestras, entre outras (tabela 2).

tabela castanha atuaçao

.

tabela castanha grande
  1. OBJETIVO

O principal objetivo das ações do DATEF/GPNM é promover melhorias na cadeia de valor da castanha para seu crescimento e aprimoramento, visando a geração de renda e a melhoria na qualidade de vida dos atores envolvidos.

Para o cumprimento desse objetivo, são realizadas, pelo IDAM, as seguintes ações junto aos coletores e processadores de castanha do Estado do Amazonas:

  • Capacitar os agricultores/extrativistas para melhorar seus desempenhos nas atividades de coleta, manejo e comercialização da castanha;
  • Contribuir com ações para a divulgação e exposição dos produtos;
  • Auxiliar as usinas de beneficiamento de castanha quanto à gestão, produção e planejamento das ações para otimização que otimizem o processo;
  • Reduzir a contaminação por aflatoxina nas castanhas através de capacitação para seu manejo e controle adequado;
  • Buscar parcerias com outras instituições para promoção e comercialização do produto;
  • Buscar inovações e tecnologias que contribuam para a cadeia bem como parcerias com instituições que contribuam nesse sentido;
  • Inventário e mapeamento de castanhais nativos.

.

3. REGISTROS DE ATIVIDADES

Imagem
Imagem

Figura 1: Curso de boas práticas de manejo da castanha.

 

Imagem

 

Imagem

Figura 2: Mapeamento de castanhais e seleção de castanhas.

 

.

Imagem

.

Imagem

Figura 3: Beneficiamento de castanhas desidratadas

 

Imagem

Figura 4: Processo de embalagem a vácuo de castanhas desidratadas. 

.

 

Imagem

Figura 5: Castanhas desidratadas embaladas a vácuo em sacos de 20kg, aguardando expedição.

.

Imagem

.

Imagem

Figura 6: Castanhas desidratadas e embaladas, prontas para o consumo.